Pacote
Tributário
Governo anuncia redução
da alíquota do IOF dos prêmios de seguro de vida
(Agência Brasil - ABr)
Brasília - O governo anunciou hoje, como parte do pacote
de medidas para diminuir os impostos, a redução da
alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras
(IOF) dos prêmios de seguros de vida e acidentes pessoais,
de 7% para 4% em setembro, e para 2% em setembro de 2005. Em setembro
de 2006, a alíquota será zerada.
Segundo nota do Ministério da Fazenda, distribuída
em Brasília, a redução do IOF permitirá
o acesso dos segmentos de renda mais baixa aos seguros e, conseqüentemente,
a expansão do setor.
"A medida representa uma redução superior a
40% na alíquota de IOF incidente sobre prêmios de seguros
de vida. Com base em experiências anteriores, a expectativa
é de que a redução do IOF leve a um aumento
expressivo do mercado de seguros de vida, que vem crescendo muito
lentamente desde que a alíquota do IOF foi elevada de 2%
para 7% no final de 1998", registra a nota.
Os técnicos da Fazenda acreditam que a medida irá
estimular a poupança doméstica, na medida em que as
reservas constituídas por meio do seguro de vida constituem
importante mecanismo de poupança de longo prazo.
Em segundo lugar, de acordo com o Ministério da Fazenda,
"o estímulo ao seguro de vida tem um impacto social
positivo, pois se trata de uma cobertura de custo relativamente
baixo, amplamente difundida em países desenvolvidos como
suporte financeiro das famílias na ausência de seu
chefe".
Governo antecipa para outubro mudanças na apuração
e recolhimento do IPI
(Agência Brasil - ABr)
Brasília - A partir de outubro, o prazo de apuração
e recolhimento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
será ampliado. O recolhimento, que é quinzenal, passará
a ser mensal. Esta ampliação de prazo já estava
prevista na legislação, mas deveria entrar em vigor
apenas em janeiro de 2005. A antecipação é
uma das medidas anunciadas hoje pelo governo para reduzir os impostos
do setor produtivo.
De acordo com os técnicos do Ministério da Fazenda,
a ampliação do prazo de
recolhimento do IPI tem como conseqüências a redução
do custo operacional das empresas e a melhora de seu fluxo financeiro,
reduzindo o custo do capital de giro.
"Trata-se de mais uma medida voltada para o aumento da eficiência
da economia, com conseqüências positivas para o crescimento",
segundo nota divulgada após o anúncio do conjunto
de medidas.
Regime tributário especial facilitará atividade
em portos para ampliar comércio exterior (Agência Brasil
- ABr)
Brasília - O Reporto, regime tributário especial
anunciado hoje pelo governo, dentro do pacote de redução
de impostos para estimular a produção, tem como objetivo
estimular a realização de investimentos na recuperação,
modernização e ampliação da estrutura
portuária. Ao mesmo tempo, o regime vai reduzir o risco de
surgimento de gargalos nos portos que possam dificultar a ampliação
sustentada do comércio exterior do país.
Com vigência até o final de 2005, podendo ser prorrogado
por mais um ano, a característica principal do Reporto é
reduzir impostos na aquisição de máquinas e
equipamentos destinados a investimentos nos portos. Os equipamentos
adquiridos através do Reporto serão isentos de Imposto
sobre Produtos Industrializados (IPI), Contribuição
para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), PIS/Pasep e Imposto
de Importação (no caso de equipamentos sem similar
nacional).
IPI menor sobre bens de capital é outra medida anunciada
pelo governo
(Agência Brasil - ABr)
Brasília - O governo federal está reduzindo de 3,5%
para 2% o Imposto sobre
Produtos Industrializados (IPI), incidente sobre bens de capital,
e ampliando a lista de máquinas e equipamentos com impostos
menores em mais 29 linhas e produtos. A medida faz parte do pacote
anunciado hoje pelo governo para desonerar os investimentos.
Com a redução do IPI sobre bens de capital, o governo
dá seqüência à política de desoneração
do setor, iniciada este ano, com a queda de 5% para 3,5% da alíquota
de IPI incidente sobre esses bens. A estratégia tem como
objetivo a desoneração total até o fim de 2006.
Segundo informações do Ministério da Fazenda,
"trata-se do atendimento de uma das principais reivindicações
da indústria nacional que é a redução
do custo do investimento, que tem como conseqüência o
estímulo ao aumento do volume de investimento e, portanto,
do potencial de crescimento do país".
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