“GESTÃO
DE TALENTOS”!... Muito além da Satisfação...
João Luiz Allevato Junior
Marketing & Comunicação ASSERJ
Gente de Varejo
Consultoria, Gestão Operacional e Soluções
integradas de Marketing
Reinvenção, reformulação,
reengenharia, reciclagem,... Em busca de inovação
e diferenciação efetiva, aquela que gera melhores
resultados, as empresas vêm tentando fazer as coisas de maneira
diferente.
Mas, a obsessão pela mudança sem
causa pode levar à desestruturação, à
perda de rumo, ao desperdício de investimentos, à
quebra de vínculos e, à troca de seis por meia dúzia.
Apesar de encarar o alto turnover como uma de
suas mais devastadoras chagas, principalmente no varejo e na prestação
de serviços, a maioria das empresas tem dedicado poucos,
muito poucos e descoordenados esforços na tentativa de fidelizar
seus funcionários. E, usa esse mesmo argumento como justificativa
para a falta de reais esforços nessa direção.
São as pessoas que operam as mudanças
em todas as áreas e, com a pressão para que esse processo
seja rápido e preciso, elas precisam estar cada vez mais
alinhadas com as políticas, crenças e valores da companhia.
Portanto, para mudar processos, sistemas, produtos e tudo o mais,
é necessário um grupo de funcionários bem treinados,
pró-ativos, motivados e experientes. Isso se adquire com
a manutenção de talentos que conheçam a história
geradora de mudanças e determinante das metas futuras, tornando-se
agentes comprometidos com a inovação desejada.
A inovação eficaz decorre do próprio
dia-a-dia da empresa, da interpretação das reações
do mercado, do convívio com os funcionários, da negociação
com fornecedores e do relacionamento com clientes, sendo assim,
de um lado as empresas precisam entender que não se trocam
pessoas como se troca meias. E, de outro lado, precisam convencer
os funcionários das vantagens e reais benefícios de
permanecer longos períodos na mesma companhia, resistindo
a falsas ilusões imediatistas.
Os conceitos de branding , largamente adotados
pelas organizações para fidelizar consumidores de
diversos segmentos de bens e serviços, contêm a essência
de uma inovadora abordagem de gestão de pessoas: o Endobranding.
Muito mais profundo e abrangente que o endomarketing, ela parte
do princípio de que fidelidade é muito mais que simples
satisfação. A exemplo do que já é tido
como verdadeiro na relação das organizações
com seus clientes e consumidores, satisfazer os funcionários
já não é suficiente. A meta é encantar,
envolvendo o funcionário a ponto de fazer com que ele assuma
um compromisso total com os valores e as metas da organização,
esteja disposto a dedicar um grande esforço em nome dessa
empresa e pretenda manter-se ligado a ela no futuro, mesmo que receba
proposta de trabalho um pouco mais vantajosa financeiramente.
Certamente não há de ser mera coincidência
o fato de que as empresas mais rentáveis são justamente
aquelas que têm como prioridade a gestão competente
de pessoas. A constatação resultou de um estudo comparativo
entre as 1000 maiores empresas do país, isolando as 40 com
melhor gestão de pessoas e ambiente interno, conforme análise
da revista Valor. Nos últimos três anos, embora o crescimento
em vendas tenha sido similar entre os dois grupos, a lucratividade
das classificadas pela qualidade na gestão de pessoas cresceu
sete vezes mais do que o das outras maiores. Dados recente da revista
Exame mostram também que a rentabilidade das 150 melhores
empresas para se trabalhar foi de 17,2% maior em 2005, contra 12,4%
das 500 maiores empresas do País, no mesmo período.
As pessoas podem mudar com a nossa ajuda –
pelo QUERER (com Atitudes), pelo SABER (com Conhecimentos) e, pelo
PODER (com Habilidades). Precisamos acreditar nas Habilidades para
poder resolver as Dificuldades.
Precisamos de Alinhamento de Atitudes –
os Objetivos da empresa precisam ser os Objetivo das pessoas.
Fidelizar funcionários gera mais lucro,
em empresas de todos os tamanhos e segmentos. Pessoas fiéis
são pessoas apaixonadas e tornam-se torcedores fanáticos.
Nesse tipo de relação onde o amor e o ódio
caminham juntos e próximos, ambos os lados devem se entregar
de corpo e alma não encarando o compromisso como “eterno,
posto que é chama, mas infinito enquanto dure” ...
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